Segundo Charles, a ilustração representa caminhos de pedra, terra, rios, por isso as ramificações ao longo do desenho, que no final formam um delta que deságua no
mar. Para as sociedades amazônicas, esses são os Peabirus.
Simbolicamente, são referências sobre caminho. A maioria une pontos e linhas. No caso do grupo de pesquisa, tem a ver com conectar diferentes saberes, principalmente com a relação que há entre o humano e o sagrado. A serpente representa o caminho; o amarelo representa a força viva dos caminhos de verdades para a felicidade, e tem relação com o sol; a cor que transmite sua essência e energia.
São figuras arquetípicas e não específicas; animais de quatro patas, caminhos e raízes que atravessam toda a história do Peabiru e também representam a soberania alimentícia. Mas também há uma serpente cruzando as linhas inertes dos desenhos de artesanatos e grafismos indígenas. Linhas geométricas são a representação da casa, do lugar e está, também, com um sentido de que há linhas no interior que formam pontos, um ser que está dentro de casa.