sexta-feira, julho 02, 2021

Os caminhos do sol ilustrados

Charles Brito Alarcon é o autor da arte que simboliza o Peabiru, grupo de pesquisa que integra desde 2016. É Mestre em educação pela UFRGS (2018), na linha de pesquisa "Políticas e Gestão de Processos Educacionais"; Psicólogo (2003) pela Universidad Incca de Colombia; nativo do Amazonas Colombiano. Atua na rede de ensino público e privado (níveis fundamental, médio e superior; formação continuada com adultos, com ênfase em educação indígena); temas de pesquisa: interculturalidade, educação própria, educação indígena e decolonialidade.

Segundo Charles, a ilustração representa caminhos de pedra, terra, rios, por isso as ramificações ao longo do desenho, que no final formam um delta que deságua no mar. Para as sociedades amazônicas, esses são os Peabirus.

Simbolicamente, são referências sobre caminho. A maioria une pontos e linhas. No caso do grupo de pesquisa, tem a ver com conectar diferentes saberes, principalmente com a relação que há entre o humano e o sagrado. A serpente representa o caminho; o amarelo representa a força viva dos caminhos de verdades para a felicidade, e tem relação com o sol; a cor que transmite sua essência e energia.

São figuras arquetípicas e não específicas; animais de quatro patas, caminhos e raízes que atravessam toda a história do Peabiru e também representam a soberania alimentícia. Mas também há uma serpente cruzando as linhas inertes dos desenhos de artesanatos e grafismos indígenas. Linhas geométricas são a representação da casa, do lugar e está, também, com um sentido de que há linhas no interior que formam pontos, um ser que está dentro de casa.

A figura é antropomórfica, não se trata de uma cabeça completamente humana como conhecemos, pois é triangular; as mãos e os pés estão unidos, simbolizando novamente os caminhos.